Salto do Apucaraninha

Passarinhando pela rota do Apucaraninha, na região de Londrina

Por

|

Nem todo mundo sabe, mas existe uma cachoeira enorme pertinho de Londrina, no norte do Paraná. O Salto do Apucaraninha tem mais de 115 metros de altura e está localizado a 80 quilômetros do centro da cidade, na divisa com Tamarana, dentro da reserva indígena Apucaraninha. Mas não é só a paisagem final que é bonita, o trajeto até a cachoeira também é bem interessante — principalmente para quem gosta de praticar birdwatching.

A passarinhada

Por aqui, as passarinhadas são na companhia do Fernando, meu namorado, e do meu sogro. A gente costuma sair bem cedinho, até antes do amanhecer, para pegar o horário em que as aves estão mais ativas. Na rota do Apucaraninha não foi diferente. Então, mesmo antes de chegar ao destino final, conseguimos encontrar diversas espécies.

A passarinhada começou no distrito de Lerroville. Ao fim da avenida Dr. Gustavo Avelino Correia, tem uma estrada rural que leva até o Salto. Nela, encontramos o Caneleiro, Guaracava-de-barriga-amarela, João-teneném, Azulinho e Choca-de-chapéu-vermelho. Também já fotografamos o Sabiá-ferreiro, ave migratória, e o Chupim-azeviche, que foi lifer para a cidade. As espécies estavam em uma área de banhado, que fica a aproximadamente 500 metros antes da bifurcação que dá início à estrada Ivo Leão.

sabiá-ferreiro
Sabiá-ferreiro (Turdus subalaris) | Foto: Isabella Abrão
Chupim-azeviche
Chupim-azeviche (Molothrus rufoaxillaris) | Foto: Fernando Baricati

Mais para a frente, em um cafezal, é possível avistar aves mais comuns, como o Chupim-do-brejo e o Coleirinho; e espécies mais difíceis, como a Saracura-do-mangue. Dependendo da época do ano, forma-se um banhado em frente a casa de oração da Congregação Cristã do Brasil e lá também já fotografamos o Maçarico-de-perna-amarela e o Maçarico-solitário.

coleirinho
Coleirinho (Sporophila caerulescens) | Foto: Isabella Abrão
Maçarico-solitário
Maçarico-solitário (Tringa solitaria) | Foto: Fernando Baricati

Seguindo pela estrada, próximo à antiga Associação dos Funcionários Municipais de Londrina (AFML), fica o ponto do Araçari-banana e do Tucano-de-bico-verde. Após mais ou menos seis quilômetros, chega-se ao famoso Salto do Apucaraninha. Por lá, já fotografamos o Tuim, o Martim-pescador-grande e algumas andorinhas, como a Serradora e a Grande. No mirante, você também pode encontrar diversas espécies de taperuçu: nós já vimos o Coleira-falha, Coleira-branca e o Velho.

Taperuçu-velho
Taperuçu-velho (Cypseloides senex) | Foto: Isabella Abrão
Taperuçu-de-coleira-branca
Taperuçu-de-coleira-branca (Streptoprocne zonaris) | Foto: Fernando Baricati

No caminho descendo para a usina já encontramos registros do Papa-taoca-do-sul, Barbudo-rajado, Choquinha-dublê, Choquinha-de-dorso-vermelho, Limpa-folha-ocráceo e do Patinho. Também é importante ter atenção com o céu. Já vimos voando o Gavião-tesoura, Gavião-de-rabo-branco e o Urubu-rei. E, ao final, na região de mata ao lado da entrada da usina, é o ponto do Vira-folha.

Gavião-tesoura
Gavião-tesoura (Elanoides forficatus) | Foto: Fernando Baricati

Como chegar

Obviamente, as espécies podem variar de acordo com o período do ano e clima do dia. Para facilitar a sua passarinhada, vou deixar um mapa que mostra o trajeto até o Salto do Apucaraninha:

Se quiser ver mais dos nossos registros, nos acompanhe no WikiAves: meu perfil, perfil do Fernando Baricati e perfil do Luis Ricardo Baricati.

Essa postagem é uma adaptação de um trecho que eu e Fernando escrevemos em um trabalho de faculdade. Para ler o texto original, clique aqui.

Deixe um comentário

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Redes sociais do blog:

Nova Jornada © 2023 | Todos os direitos reservados.